CEIC NEWS: O impacto das novas tarifas americanas revelado


Guerra comercial 2.0! O impacto das novas tarifas americanas revelado
🔍 Resumo em 5 pontos:
- ✅ Tarifas de Trump retornam – A nova rodada de tarifas atinge China, Canadá e México com impactos globais.
- 📈 Déficit comercial com a China encolheu – A balança comercial entre os dois países mudou drasticamente desde 2018.
- 🌏 México e ASEAN ganham espaço – Com o enfraquecimento da China, novos players emergem como grandes exportadores para os EUA.
- 🚢 Pós-pandemia impulsiona importações – O Canadá se destaca com um crescimento expressivo nas exportações para os EUA.
- 💡 O que esperar a seguir? – A guerra comercial pode reacender a inflação e mudar o curso da política monetária dos EUA.
A reeleição de Donald Trump trouxe de volta uma de suas políticas econômicas mais marcantes: tarifas sobre importações. Logo após sua posse, ele anunciou novos impostos de 25% sobre produtos vindos do Canadá e do México, além de um adicional de 10% para produtos chineses. O setor de alumínio e aço foi particularmente impactado com tarifas adicionais de 25%. Como resposta, países afetados impuseram suas próprias retaliações. O cenário é incerto, com negociações, prorrogações e reimposições dessas medidas tornando difícil prever o momento exato de sua implementação. O efeito pode ser avassalador, com até 40% das importações dos EUA afetadas e possíveis consequências como aumento da inflação e mudanças na política do Federal Reserve.
Durante o primeiro mandato de Trump, sua guerra comercial com a China resultou na manutenção das tarifas até mesmo sob o governo Biden. Isso provocou uma grande mudança nos fluxos comerciais dos EUA, beneficiando outros países, especialmente o México e os chamados "conector economies" do Sudeste Asiático. O impacto foi evidente na balança comercial: o déficit dos EUA com a China caiu de quase USD 40 bilhões em 2018 para USD 25 bilhões no final de 2024. Por outro lado, os déficits com Canadá e México continuaram a crescer, reforçando a dependência dos EUA desses parceiros comerciais.
A mudança mais significativa ocorreu no market share das exportações para os EUA. A participação da China no total de importações americanas caiu de 21,1% em 2016 para apenas 13,4% em 2024. Enquanto isso, o México aumentou sua participação para 15,5%, enquanto as economias do ASEAN passaram de 7,2% para 10,8% no mesmo período. Já o Canadá manteve sua participação estável, em torno de 13%, mas viu oscilações expressivas durante e após a pandemia. A alta nos preços de commodities e a necessidade de diversificação de fornecedores impulsionaram o comércio com os vizinhos do norte.
O cenário pós-pandemia trouxe uma explosão nas importações dos EUA, consolidando ainda mais o papel do Canadá no comércio internacional. No acumulado de 2024, Canadá, México, China e ASEAN representaram 52,2% das importações americanas, uma leve queda em relação aos 54,5% de 2016. No entanto, o Canadá teve um crescimento expressivo, com suas exportações para os EUA subindo quase 30% em relação ao período pré-pandemia, atingindo USD 412 bilhões em 2024. Esse crescimento reflete não apenas a retomada da atividade econômica, mas também mudanças estratégicas nos fluxos comerciais globais.
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Fontes: CEIC Insights – Industry Report.